"Ace, benzinho..." Era verdade que estava feliz com o presente, mas como todos sabem, Nico Robin possuía uma imaginação fértil e por isso analisava cautelosamente o vestido que havia acabado de ganhar de seu marido. A estampa era claramente uma porção de ferraduras, entretanto por algum motivo tudo o que ela conseguia visualizar naquele tecido era a palavra 'cu' escrita por toda a peça de roupa. "Percebe o que está escrito aqui?"
Ace estava muito satisfeito com o presente que comprara a Robin. Um vestidinho de verão com um curioso padrão de ferraduras, sem dúvida uma estampa de gosto questionável que lhe poderia ter granjeado algum comentário de tipo “cavalgadura” e um par de ossos estalados, ainda que menores.
Infelizmente, ele nada vira de errado na estampa ou no modelo e o simpático desconto oferecido pelo feirante fechara o negócio.
Recebendo o presente, Robin se mostrou agradada com o gesto romântico, para alegria do marido sem-noção por intermédio de pinguim casamenteiro. Porém, uma expressão de análise tomou conta da sua fronte - talvez fosse o lado científico da arqueóloga vindo ao de cima. Então ela perguntou a Ace o que ele conseguia “ler”.
Como assim, “ler”? Era uma estampa de ferraduras, não exibindo qualquer tipo de palavra. O primeiro pensamento de Ace perante a pergunta foi acreditar que a sua esposa tinha finalmente sucumbido à exaustão do meio académico; mal do qual ele, rapaz sem instrução, nunca poderia padecer.
Mas pensando bem… Robin tinha mais estudos e conhecimentos de sistemas de escrita e quiçá os desenhos que ele entendera como ferraduras fossem glifos de algum desses sistemas.
Ace pegou o vestido e o analisou, agora de cenho franzido, dando o seu melhor para decifrar a estranha linguagem… Que loucura! Eram apenas ferrraduras! Sapatos de cavalo!
E do nada…
“Aqui está escrito ‘cu’! Robin! Está escrito ‘CU’!” Ace entrou em pânico. Como pudera ele ter sido tão cego quando a palavra estava tão óbvia! E por todo o vestido, ainda por cima!

A desconfiança no rosto do homem deu lugar a uma expressão de fúria - ele bem que deveria ter desconfiado desse tal desconto! Se visse o feirante outra vez, Ace iria sem dúvida lhe aplicar um “desconto” mesmo no meio do cu!